140 e poucoàs vezes é preciso mais espaçoHunter S. ThompsonParty!FREE Black Keys!Seattle I love you, and you didn't bring me down.
Aqui tem dessas coisas e vez por outra rola uma boca livre. Claro que não foi uma das tarefas mais fáceis, foi preciso estar às sete da matina de uma quinta-feira chuvosa e ser um dos mil primeiros a pisar na nova Microsoft Store (estrategicamente localizada em frente a Apple Store). Mas depois do show de ontem, te garanto, valeu cada segundo de sono perdido. Daí sexta-feira happy hour here we go! Minha expectativa era um pocket show básico, meia horinha, quarenta minutos e eu já me daria por satisfeito. Até porque vamos combinar, show do Black Keys pra mil pessoas? Da última vez q fiquei sabendo eles estavam tocando no Main Stage do Coachella logo depois do Interpol. Quebrei a cara, e eu adoro quando isso acontece. O duo me faz um show de festival, uma hora e dez de música claramente divididas em 3 atos. Abrem com várias dos primeiros albuns. Acompanhados de um baixista e tecladista encabeçam todos os hits do último album. E pra fechar, os dois sozinhos no palco metem duas ou três de Magic Potion e Attack & Release. E é em Everlasting Light, quando o tom sobe e o ritmo diminui, que eu me dou conta da beleza que é assistir os Black Keys de pertinho ao vivo. Thickfreakness Phoenix Jones, an indie super-hero is what we need.Pedindo licença pra sair do campo da música e entrar no terreno fantástico dos super-heróis.
Seattle é indie na veia, tão na veia que logo ali, debaixo dos viadutos da Alaskan Way surgiu uma espécie de Liga da Justiça underground. Enquanto o mundo clama por Avengers e seus homens de ferro, Seattle sobrevive na base do Rain City Super Heroes Movement. A liga é formada por vários super heróis mas o Batman da turma é mesmo Phoenix Jones. Rodando pelas saídas das boates coxinhas da cidade o que não falta é trabalho. Com uma armadura colada no corpo e um gás de pimenta para casos de emergência ele sai separando brigas, evitando assaltos e tomando bolsadas das meninas bêbadas que não entendem que debaixo daquela armadura, ele é só um pai de família que resolveu fazer alguma coisa em busca de um mundo melhor. Como todo super-herói indie, Phoenix Jones é um talento prestes a atingir o mainstream. Semana passada sua fama atingiu o clímax com chamadas até CNN e no Washington Post. Numa noite fria e escura como outra qualquer Phoenix Jones saiu para apartar uma briga que acabou desencadeando gás de pimenta, perseguições de carro, um quase atropelamento e um vídeo de 13 minutos. A policia só foi aparecer depois de tudo resolvido (óbvio), Phoenix Jones acabou preso, se viu obrigado a declarar ao mundo sua identidade secreta, mas disse que continuaria combatendo o crime. Marvel Civil War perde. E assim como em The Dark Knight Returns seu sucesso poderá ser medido nas próximas semanas. Com o Halloween se aproximando, Seattle pode ser bombardeada de vários Phoenix Jones wanna be. Sem dúvida nenhuma, a fantasia do ano. Seattle, sempre achei essa cidade com cara de Gotham City. Nirvana 20 anos, Experience Music Project, SeattleE de pé no meio da platéia eu pensava: "que vergonha, essa parada tá sendo transmitida pro mundo inteiro".
A lista de celebridades seattlites era ilustre como o nirvana Krist Novoselic, a homenageada Susie Tennant e o produtor Jack Endino. Só que eu nao tenho moral pra puxar uma conversa de bar com o Duff McKagan, então o que interessava mesmo era ver um show com performances decentes e sair de lá com uma nostalgia cutucando o canto da orelha. Não rolou. Uma banda por música e um intervalo de quase 5 minutos entre elas. Sério. Com um acerto tão grande, eu não entendo como ninguém pensou em colocar uns vídeos sobre a história da banda no mega telao que ficava atrás do palco. Algumas bandas mandaram realmente bem e eu falo disso em duas linhas, mas o palco em geral tava pior que o Show de Calouros. Não dava pra diminuir o número de bandas elevando o nível? Eu sei que todo mundo quer tocar, mas o bar tá cheio de convidado ilustre, vai pra lá que é mais negócio. Krist Novoselic puxou urros em homenagem ao Kurt e o Dave Grohl apareceu no telao pra dar um alô, mas passados alguns dias o que realmente valeu a pena foi a versao do Ravenna Woods pra Breed e o Pigeonhead com Heart Shaped Box. E só pra nao deixar de lado o Krist Novoselic com o Presidents Of The United States mandando On a Plain. Assista os vídeos porque essas versões valem a pena. Ravenna Woods - Breed Pigeonhead - Heart Shaped Box Krist Novoselic + Presidents Of The United States - On a Plain Fleet Foxes @ ParamountIsso não é uma resenha. Isso é praticamente uma crônica de auto-ajuda. O Fleet Foxes reservou dois dias pra tocar numa das casas de show mais lindas de Seattle. O Paramount é tipo um Teatro Municipal, daqueles que você olha pro teto e vê um lustre se despencar quilômetros segurado por um micro cabo. É uma casa de show com som limpo que só perde pros verdadeiros teatros municipais. Enfim, um show ali não tem como dar errado. E só um idiota completo não compraria ingresso pra um show desses. Há poucas horas do show, eu ainda era um idiota completo. Isso não é uma resenha. Isso é uma autoflagelação pública. O Fleet Foxes faz parte da minha história em Seattle, ou melhor, a ausência do Fleet Foxes faz parte da minha história em Seattle. Bem antes do primeiro álbum, eu estava num Sasquatch Festival pronto pra ver o National quando cancelaram e colocaram um tal de Fleet Foxes no lugar, que horas antes eu tinha escolhido não assistir no menor palco do festival. Entraram, começaram seu folk barroco, olhei pro meu amigo e disse: "coisa chata, bora usar o tempo pra comer um burrito". Isso não é uma resenha. Isso é minha preguiça tomando conta. Lançaram o álbum e a banda estourou. Outros shows aconteceram, todos lotados e eu sempre do lado de fora. Banda da semana, disco do ano, a revolucao do folk e eu acompanhando via mp3. Anunciaram as duas datas no Paramount e eu resolvi ir. Resolvi mas não comprei. Esperei. O que eu esperei eu não sei. Talvez eu já estivesse acomodado e me dado por vencido. Talvez eu tivesse enjoado e não sabia. Só fui comprar poucas horas antes do show. Talvez Deus tenha colocado o dedo e falado pra não lotar, me dando uma chance de ter um ingresso em cima da hora. Mais provável que todo o hype tenha passado e já não exista surpresa nenhuma na música dos caras. Isso não é uma resenha Isso é a minha volta por cima Começa o show, e eu me vejo gostando das músicas, mas ao mesmo tempo entediado por um recorrente coral de igreja a capela no meio de quase todas as músicas. A banda é muito boa, e na hora que o som bate eu me balanço, mas o segundo álbum é infinitamente pior que o primeiro, arrastando por quase duas horas um show que poderia ser mais compacto. O show longo por sinal é um motivo de coragem dos caras. Tocando praticamente todas as músicas do repertório, é fato que eles acreditam no próprio taco. Eu em compensação saio acreditando que o hype passou e eu nao perdi muita coisa durante todos esses anos. Eles precisam de um terceiro disco fugindo dessa linha, caso contrário o show se tornará ainda mais monótono, e se antes eu deixava passar por idiotice e descuido, amanha acabarei deixando passar por opção.. Arctic Monkeys @ SeattlePra começar acho que só um parágrafo pro Vaccines é suficiente. Eles chegaram, tocaram meia-hora num piloto automático entediante e mostraram que falta sangue pra virarem uma banda de peso. Convenhamos, o álbum deles é bom, mas sem show a situação complica. Mas bora falar de coisa boa. Se você ouve os quatro discos do Arctic Monkeys na sequência fica claro que a idade foi amolecendo os rapazes e as musicas acalmando. Minha dúvida ao chegar no show era até q ponto a banda ainda tinha gás pra colocar a casa abaixo como faziam nos velhos tempos de Fake Tales of San Francisco. E abrindo com quatro músicas em ritmo turbo (três dos dois primeiros albums) em alto e bom som me avisaram: "Oh you know nothing!". Sem ar, mais apertado que em final de brasileiro cambaleei, pedi um canto pra sentar and guess what, they moved my chair. Não tinha pra onde fugir, o chão pulava junto e a plateia waved their arms como pretty visitors. A casa era dos macacos e não sobraria brick by brick pra contar história. Com os óculos embaçado, tênis triturado e pingando suor dos outros joguei meu último ar no que pra mim seria a última música da primeira parte. I Bet You Look Goog On The Dancefloor entrou, destruiu tudo o que sobrava de mim e pra meu desespero o show prosseguiu. Recuei por 30 segundos voltando pro tumulto logo em seguida, the sun was going down e seria um desperdício assistir de braços cruzados. Don't Sit Down 'Cause I've Moved Your Chair The Vaccines: Under Your Thumb (X) Black Keys Private ShowPhoenix Jones and his friends, 70 years ago.Things I Receive By Mistake (IV)I wonder if two girls share the same e-mail. |
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